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Como lidar com as alergias no verão

Verão é tempo de dias lindos, ensolarados e de muita praia e piscina. Mas, assim como todas as outras épocas do ano, pode ser bom ou ruim para os alérgicos de plantão.

Pra quem é bom?
Começando pela boa notícia, quem tem problemas respiratórios pode aproveitar essa época numa boa. Afinal, quem tem asma e bronquite sofre bem menos nessa estação. E isso nada tem a ver com as altas temperaturas. Na verdade, a relação é direta com a umidade do ar. No frio, o ar costuma ser muito seco, o que é prejudicial para o sistema respiratório. Já no verão brasileiro, o ar úmido ajuda, e muito, a manter essas pessoas com a qualidade de vida lá em cima.

Nem tudo é um mar de rosas
Entre as alergias respiratórias, uma delas pode fazer do verão mais um período de crise. É a rinite. Para ela, a umidade da época é ótima, mas não em excesso. Viajar para uma casa fechada por muito tempo, por exemplo, pode desencadear uma crise. Esses ambientes muito úmidos costumam ter mofo, fungos e ácaros em excesso.

Sabe quem sofre também?
Quem costuma ter alergias de pele, como dermatites atópicas e urticária, ou é alérgico a picada de insetos, o verão não é tão divertido assim. Nos primeiros casos, o grande vilão é o aumento do suor ou a permanência em excesso com roupas úmidas, como biquínis e sungas. A dermatite acontece principalmente nas articulações, como joelhos e cotovelos, além da virilha. Quando o assunto são os insetos, o número deles aumenta nos dias quentes. Com isso, os alérgicos podem sofrer mais.

Driblando as crises de rinite
Siga alguns truques especiais para você aproveitar a sua viagem de verão!
- Deixe a casa SEMPRE aberta. Quanto mais arejada, melhor.
- Procure não deixar objetos de decoração empilhados para não acumular pó.
- Sempre que possível, passe um pano seco na casa e nos lugares mais úmidos.
- Evite manter os animais domésticos dentro da casa fechada. Os seus pelos podem causar irritações e desencadear alergias.
- Beba muita água.

Prevenindo as alergias de pele
A prevenção requer mais cuidados e mudanças na rotina. Mas vale a pena!
- Evite, ao máximo, banhos quentes e demorados para não ressecar a pele.
- Use sabonetes neutros, como os de glicerina.
- Faça uso de hidratantes para a pele.
- Evite ficar exposto demais ao sol.
- Procure não permanecer com peças de roupas molhadas, incluindo trajes de banho. Troque de roupa com frequência.

Diminua os riscos de picadas
Cuide-se para prevenir inchaços e inflamações.
- Faça uso de repelentes, de preferência os naturais, como a citronela.
- Use telas nas janelas da casa, principalmente nos quartos.
- Mantenha os ventiladores ligados.

Parece, mas não é
Alguns casos de irritações respiratórias parecem ser alérgicos, mas não são. São as rinites colinérgicas. Elas são causadas por alguma sensibilidade e não por alergia. Podem trazer obstrução nasal, tosse e garganta irritada, mas por outros motivos. O contraste de temperatura é um deles. Sair do sol e entrar num ambiente com ar condicionado, deixar o ventilador ligado e virado diretamente para o corpo para dormir... O tratamento costuma ser feito com descongestionantes e não com antialérgicos. Mas só o médico especialista pode dar o diagnóstico preciso.

Outro quadro comum nessa época é a conjuntivite. No período de férias, ela se dá geralmente por um processo viral ou bacteriano, que é contagioso e não alérgico. Porém, os sintomas são os mesmos. Portanto, vale procurar um oftalmologista.

Não piore a situação
No verão, é comum aparecerem infecções de ouvido. A maioria delas é causada por complicações da dermatite. Tudo começa porque a pele de dentro da orelha está ressecada e causa coceira. Para aliviar o sintoma, o paciente coça o local e tira a cera do ouvido com hastes flexíveis. Ao entrar no mar ou piscina, a água deixa o ouvido suscetível a infecções. Para aliviar a coceira, é recomendado o uso de antialérgicos. Mas não esqueça de procurar um otorrino.


Com informações de José Carlos Burlamaqui, otorrinolaringologista do Hospital Santa Catarina. CRM-SP 56692




Com a primavera, vem a alergia

Primavera: a estação mais florida e colorida do ano! E você, que raramente tem alergia, pode sofrer com crises esporádicas. Principalmente por causa da mudança de temperatura e do pólen das flores. Veja e fique por dentro.

Como o pólen age

Os grãos de pólen macho saem em busca dos órgãos femininos das plantas para fertilizá-los. Os pozinhos se espalham pelo ar e podem chegar aos seus olhos e nariz. Se você for alérgico a eles, podem começar as crises de espirro, e coceira no nariz e nos olhos.

Essas crises são causadas pela histamina, um elemento químico produzido pelo seu corpo que é capaz de combater alguns tipos de infestações, mas que provoca sintomas de alergia. Porém, a histamina e a crise alérgica deixam suas vias respiratórias contraídas, dá coceira na garganta e olhos, coriza, ataques de espirro...

Enquanto você estiver exposto ao pólen – ou a qualquer substância alérgena – o processo continua. É preciso pará-lo. Nessa hora entra o anti-histamínico.

A alergia sazonal

Podemos chamar esse episódio acima de uma crise de rinite alérgica sazonal, comum na região Sul do Brasil. O indivíduo não tem crises alérgicas recorrentes, mas sofre com a alergia em situações bem específicas, como a primavera. Quem tem rinite, tem mais chances de desenvolver sintomas ao entrar em contato com pólens.

Nas outras regiões, é mais comum vermos episódios recorrentes de rinite alérgica, pois a mudança de clima e temperatura não são tão pronunciadas como na região sul. Entretanto, quem já tem rinite alérgica, tem 25% a mais de chance de desenvolver uma crise por conta do pólen nessa época.

Na primavera, podem aparecer mais mosquitos também. Tome um cuidado especial com a pele e possíveis urticárias que possam surgir com as picadas de insetos. Um anti-histamínico também pode ajudar nos sintomas.

Como evitar

Quem é alérgico, deve evitar entrar em contato com o que lhe causa alergia. Por isso, evite ambientes úmidos e fechados, tapetes, carpetes, cigarro e não tenha plantas dentro de casa. Ao sair na rua, use óculos escuros para evitar que o vento leve o pólen e poeira aos olhos e cause coceira. Limpe os ambientes somente com aspirador de pó e pano úmido.

E lembre-se de checar se o aspirador de pó possui as impurezas retiradas, como os ácaros, voltem a ser soltas no ar. Se você tiver plantas em casa, cubra a terra dos vasos com gravilha, que evita a formação de bolores e outros alérgenos que podem desencadear uma crise.

Viver sem alergia é ter mais qualidade de vida!

Com informações de Michel Dracoulakis, médico especialista em Alergologia e Imunologia Clínica. CRM-SP 101.918



As alergias do inverno

O inverno chegou e, com ele, os problemas alérgicos, que resolvem atacar. A rinite, a asma, a dermatite atópica e a conjuntivite alérgica podem piorar nessa época. O ar seco e poluído provoca o ressecamento e a irritação das vias aéreas, a pele fica mais seca e os olhos mais irritados. Além disso, quem nunca teve uma crise alérgica, pode desenvolver a primeira delas no frio.

É nessa época também que uma crise alérgica respiratória tem mais chances de virar um problema respiratório grave. O frio e a redução da umidade relativa do ar deixam o organismo mais vulnerável a inflamações e infecções.

Por isso, muitos médicos recomendam que os pacientes com alergias respiratórias tomem a vacina da gripe. Ela pode evitar que as crises evoluam para quadros de sinusites e pneumonias, especialmente para os asmáticos.

Você pode amenizar o mal estar:

  • Aumente a ingestão de líquidos;
  • Hidrate bem a pele;
  • Hidrate bem o nariz com soro fisiológico.
  • Evite ficar muito tempo em locais fechados;
  • Lave os edredons e casacos guardados antes de usá-los;
  • Isso vale para a sua casa. Deixe as janelas abertas sempre que possível;
  • Evite banhos muito quentes e demorados para não ressecar a pele.
  • Não abuse dos aquecedores. Eles ressecam a mucosa nasal.

    Com informações da Dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, CRM 85.404



  • Previna-se da alergia no Outono

    O outono, que começou no dia 20 de março, é uma estação repleta de mudanças bruscas de temperatura. Além disso, o tempo fica mais seco, deixando os poluentes mais concentrados no ar. Só de pensar nisso você já começa a coçar o nariz e os olhos? É assim mesmo.

    A variação de temperatura pode ocasionar um quadro típico de crise alérgica. Só o fato de sair da cama quentinha e tirar o pijama para tomar banho pode causar crise de espirro ou coriza. Um dos motivos pelos quais isso acontece é porque o ar frio irrita as vias aéreas, levando às crises de rinite.

    • Calma, dá pra evitar as crises!
    Assim que a estação mudar, tome bastante água e deixe a casa arejada, mesmo que esteja mais friozinho. Isso impede o acúmulo de alérgenos, como o ácaro, que podem desencadear as crises. Sempre que possível, tire os agasalhos do armário antes de utilizá-los, para que os ácaros e o mofo se dispersem.

    Evite tomar banhos muito quentes, que ressecam as vias aéreas. Utilizar antialérgicos de forma preventiva também é uma boa alternativa. E, é claro, evite entrar em contato com o que causa a sua crise de alergia, como pólen, ácaro, pelos de animais, etc.

    • E as gripes e resfriados?
    Quem tem rinite, sabe: é muito comum confundir uma crise alérgica com uma gripe, certo? Mas rinite alérgica, resfriado e gripe são completamente diferentes. Veja a tabela abaixo e cuide-se corretamente.

    Com informações da Dra. Maria Alenita de Oliveira, pneumologista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, CRM 62.853



    Proteja-se com os produtos hipoalergênicos

    Você sabe o que são produtos hipoalergênicos? São produtos que tem baixo potencial para desencadear crises alérgicas. Sabe-se que algumas substâncias causam mais alergias que outras. Por isso, quem é alérgico nem sempre pode usar qualquer tipo de maquiagem, esmalte e cosméticos.

    Por isso, a indústria procura formular produtos que evite utilizar ingredientes que tenham maior probabilidade de provocar reações alérgicas. Por essa razão, eles são chamados de hipoalergênicos.

    • Eles não causam reações alérgicas mesmo?
    Os produtos hipoalergênicos são feitos com menos substâncias alérgicas, mas isso não significa que eles não possam provocar alergia. A chance de acontecer uma crise é apenas menor.

    Eles são indicados para pessoas que possuem os mais variados tipos de alergias. A dermatite (lesões na pele), por exemplo, é uma delas. Existe uma gama enorme de maquiagens, produtos de higiene e cosméticos específicos.

    Dependendo do tipo de alergia, existem produtos direcionados que podem diminuir a chance de uma crise e melhorar a qualidade de vida.

    • Qual é a diferença de hipoalergênico e antialérgico?
    Os produtos hipoalergênicos são aqueles que diminuem a probabilidade de desencadear uma crise alérgica. Os antialérgicos são as medicações utilizadas para o tratamento das alergias.

    O paciente alérgico pode (e deve) viver bem, mas para isso precisa adotar uma série de medidas para diminuir o risco de uma crise. Isso inclui o uso de produtos hipoalergênicos, controle do ambiente em que vive e o uso de medicações para a prevenção de crises, quando necessário, e sempre direcionadas para o tipo de alergia que possui.

    Com informações do Dr. Arnaldo Guilherme Braga Tamiso, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, CRM 134.390



    Deixe a alergia longe do carro

    O carro, transporte individual utilizado por mais de 600 milhões de pessoas no mundo - e que diariamente é a segunda casa de muitos de nós -, pode ser também o lar de diversos micro-organismos que causam desde pequenas alergias até problemas respiratórios graves, como bronquites e asmas.

    Pelos de animais, ácaros e fungos são os agentes alergênicos que mais nos acompanham enquanto estamos ao volante. Facilmente encontrados nos bancos e tapetes, pelos de cães e gatos possuem proteínas alergênicas capazes de causar reação imediata do sistema imunológico, o que pode gerar grande incômodo para pessoas mais sensíveis.

    Para combater os invasores, as defesas liberam a imunoglobulina E, que desencadeia desde rinite e conjuntivite até crises de asma. Os pelos são uma ameaça também para aqueles que não possuem animais, já que essas proteínas alergênicas podem ficar no estofamento ao dar uma simples carona para quem tenha pets.

    O segundo grande inimigo invisível dos motoristas e passageiros alérgicos é o ácaro. Invisíveis a olho nu, esses seres chegam ao automóvel pelas roupas e cabelos das pessoas e se proliferam dentro do veículo, onde se alimentam de escamas de pele humana e de fungos, outro agente alergênico abundante nos carros.

    Atraídos pela umidade provocada pelo ar-condicionado, os fungos se proliferam de maneira muito significativa no interior do veículo. Por isso, a importância nos cuidados com a limpeza e manutenção do carro para evitar problemas de saúde. A troca e higiene de filtros do ar-condicionado deve ser feita uma ou duas vezes por ano, inclusive com aplicação de substancias acaricidas e fungicidas.

    Como última dica, não é apenas com o interior do carro que devemos nos preocupar. A poluição de ruas, estradas e avenidas, além de ficar impregnada no carro inteiro - inclusive na lataria -, ajuda a piorar crises. Por isso, os alérgicos não devem fazer a lavagem pessoalmente, já que o desprendimento dessa fuligem costuma ir sem escala para o nariz.

    Com informações do Dr. Milton Orel, Otorrinolaringologisita e Chefe do Departamento de Rinites do Hospital CEMA - CRMSP 115937



    Incômoda, onipresente e variada: entenda a rinite

    A rinite, uma das doenças respiratórias mais conhecidas por todos, é uma inflamação da mucosa nasal, que acarreta sintomas como coriza, obstrução nasal, espirros e coceira na garganta e nos olhos.

    Porém, engana-se quem acha que só existe um tipo de rinite. ¿A doença pode ser classificada de acordo com a sua causa, mas também com o tempo de evolução¿, explica o Dr. Paulo Lazarini, otorrinolaringologista da Santa Casa de São Paulo e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP.

    Segundo o médico, a rinite pode ter as seguintes causas:

    ● Alergia
    ● Infecção por vírus, bactérias ou fungos
    ● Uso excessivo de alguns medicamentos (rinite medicamentosa)
    ● Fragilidade dos vasos sanguíneos nasais (rinite vasomotora)
    ● Irritativa por produtos químicos
    ● De causa não definida

    Cada uma delas pode ser classificada de acordo com o tempo de evolução:

    ● Aguda: até 3 a 7 dias de sintomas
    ● Sub- aguda: mais de uma semana de sintomas
    ● Crônica: quando a doença se manifesta por mais de três meses

    A rinite mais comum é a alérgica, "que chega a se manifestar em cerca de 40% da população", revela Lazarini.

    Rinite Alérgica

    Embora possa se dizer que a rinite alérgica não tenha cura, pois na maioria dos casos aparece por predisposição genética, o seu controle pode ser realizado adequadamente. Alguns cuidados que o paciente pode tomar ajudam a controlá-la e diminuir os sintomas mais frequentes. "A primeira etapa é evitar ao máximo o contato com fatores desencadeantes da doença, entre eles a poeira em geral, produtos químicos e fumaça de cigarro", comenta o médico.

    Além disso, é importante preocupar-se com os locais onde se passa mais tempo, como o quarto e o ambiente de trabalho. Eles precisam estar constantemente arejados e higienizados. "Nos casos em que a prevenção não é suficiente para evitar as crises alérgicas, o tratamento segue para uma segunda etapa, na qual são utilizados medicamentos por via oral e nasal", ressalta o especialista.

    No inverno, quando o tempo é mais seco, a poluição fica mais concentrada e as pessoas tendem a ficar em lugares fechados, os cuidados com limpeza e circulação de ar precisam ser ainda maiores para evitar as crises.

    E para que a estação mais fria do ano não se
    torne um tormento, Lazarini finaliza: "Recomenda-
    se a utilização de soro fisiológico no nariz para
    mantê-lo limpo e hidratado. Além disso, não se
    esqueça de tomar muita água. A hidratação
    natural ajuda na produção natural do muco nasal".

    Com informações do Dr. Paulo Roberto Lazarini, especialista em Otorrinolaringologia, CRM 48.374 (SP).



    Poluição e doenças respiratórias

    Poluição: inimiga invisível



    A poluição é inimiga da saúde. Quanto maior o nível de poluição que um determinado lugar ou cidade apresenta, mais a população é afetada. Para quem sofre de doenças respiratórias, como rinite e asma, o problema se torna ainda mais grave.

    Segundo a Dra. Andrea Cohon, alergista do Hospital das Clínicas, a poluição não é a causa desse tipo de enfermidade, mas agrava os sintomas de quem já apresenta doenças respiratórias.

    “O ar seco e poluído resulta no ressecamento das mucosas das vias aéreas afetando as defesas naturais e comprometendo os batimentos ciliares, responsáveis por filtrar e eliminar as impurezas do ar que respiramos”, explica a especialista.

    No inverno, o cenário se agrava, já que nessa época do ano a dispersão de poluentes se torna mais difícil e as pessoas tendem a permanecer em ambientes fechados – o que facilita a disseminação de vírus e bactérias e aumenta o risco de infecções respiratórias. Como conseqüência, há um aumento dos sintomas nos portadores de rinite e asma alérgicas.

    Por isso, alguns cuidados são importantes para diminuir os efeitos da poluição. “Higiene com soro fisiológico e a manutenção do tratamento com medicamentos antialérgicos e antiinflamatórios tópicos diminuem a probablilidade de crises e suas possíveis complicações”, explica a Dra. Andrea.

    Ela lembra também, que em casos específicos, os antialérgicos podem atuar de forma preventiva: “Em situações de exposição prévia a alergias já conhecidas, como a pelos de animais, por exemplo, o medicamento bloqueia os receptores da histamina impedindo ou amenizando os sintomas da reação alérgica”.

    Porém, a má notícia para quem vive em grandes cidades e sofre com os problemas respiratórios, é que não há escapatória. “Quando se vive nas metrópoles, é impossível fugir da poluição. Diria que é como entrar no fogo e não se queimar”, alerta a médica, que aponta a mudança para lugares mais afastados como uma possível solução em casos mais graves.

    “Na história da medicina essa prática é muito comum. A mudança é sempre uma opção para melhorar a qualidade de vida de quem sofre com problemas respiratórios”, finaliza.




    Proteja-se da conjuntivite alérgica


    Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva (membrana que recobre a parte interna da pálpebra e a superfície externa do olho) que pode ocorrer por fatores alérgicos, virus ou bactérias e cada um deles necessita de tratamento específico. A conjuntivite viral é extremamente contagiosa e pode vir acompanhada por outros sintomas de virose como febre, dor de garganta e outros sinais de infecção respiratória. A bacteriana é mais rara, mas também é contagiosa através do contato. Mas apenas um oftalmologista pode dar o diagnóstico oficial. No caso específico da conjuntivite alérgica, é uma patologia comum, atingindo até 20% da população mundial e que acontece geralmente por exposição direta a algum alérgeno.

    Tipos
    São quatro os tipos mais comuns de conjuntivite alérgica:
    1. Sazonal: mais comum e leve, geralmente associada à rinite e a asma;
    2. Ceratoconjuntivite atópica: com quadros mais severos, geralmente associada à dermatite atópica;
    3. Primaveril ou vernal: acomete meninos entre 2 e 10 anos, com melhora espontânea na puberdade;
    4. Papilar gigante: normalmente relacionada ao uso prolongado de lentes de contato


    Contágio e sintomas
    A conjuntivite alérgica não é contagiosa. Os sintomas mais comuns são prurido (coceira), hiperemia conjuntival (vermelhidão), lacrimejamento, fotofobia (sensibilidade a luz), ardência e dor.

    Tratamento
    O tratamento da conjuntivite alérgica varia de acordo com o seu tipo e gravidade. Somente um oftalmologista pode dar as orientações adequadas, mas é comum o uso de anti-histamínicos, principalmente quando há rinite associada ou quando o quadro agudo está muito forte. Em casa, compressas geladas podem ajudar a aliviar os sintomas e é importante não coçar os olhos.

    Prevenção
    A conjuntivite alérgica é uma doença crônica e recorrente. Por isso, algumas medidas são importantes para prevenir ou diminuir a intensidade e frequência das crises:
    - Evite o acúmulo de pó em cortinas, tapetes e bichos de pelúcia
    - Encape travesseiros e colchões
    - Limpe a casa com pano úmido
    - Evite o contato com animais domésticos que possuem pelos e penas
    - No caso da conjuntivite causada pelo uso de lentes de contato, a recomendação é voltar a usar óculos

    E as conjuntivites contagiosas?
    As conjuntivites passíveis de contágio são as virais e bacterianas. No entanto, é necessário o contato para que haja essa transmissão através das mãos, toalhas compartilhadas, colírios, maquiagens, etc. O tratamento depende do tipo de conjuntivite. No caso da viral, o tratamento é feito com compressas geladas e lubrificantes oftalmológicos para aliviar os sintomas. Ela se cura sozinha entre 7 e 10 dias. No caso das conjuntivites bacterianas, devem-se usar antibióticos tópicos, lubrificantes oftalmológicos e compressas geladas. É importante evitar a automedicação. Alguns colírios são contra indicados e podem piorar o quadro.

    Com informações da Dra. Luisa Trancoso, oftalmologista, CRM 110.865 (SP)



    Alergia na escola
    Tempo de volta às aulas pede atenção redobrada com as alergias

    É importante que a equipe escolar esteja consciente e atenta para os cuidados com a higiene do ambiente. As causas de alergia nos colégios são semelhantes às encontradas em nossas casas: ácaros, fungos, baratas (no caso de alergias respiratórias), alimentos e medicamentos. Por isso, manter o ambiente limpo e bem arejado já é uma grande ajuda. Também é bom que se evite objetos que acumulem poeira, como cortinas de tecido e ursos de pelúcia.



    Nas escolas com salas climatizadas, o cuidado deve ser maior: é preciso que o aparelho de ar-condicionado seja limpo regularmente para evitar a propagação do mofo. Em todo caso, para pacientes alérgicos, recomenda-se que evitem sentarem-se próximos a saídas de ar-condicionado.

    Em relação aos quadros, o ideal é que sejam brancos e que se utilizem canetas hidrográficas. Apesar de o giz não ser causa direta de alergia, sua inalação pode irritar a mucosa respiratória e agravar quadros pré-existentes, como rinite e asma.

    Apesar dos alunos dependerem dos cuidados escolares, é importante que pais e professores estejam atentos às necessidades de pacientes alérgicos. É essencial que no ato da matrícula, os pais informem à escola sobre os problemas alérgicos de seus filhos, e verifiquem se a escola está preparada para auxiliar em caso de crise.

    Segundo a ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia), os acidentes mais freqüentes relacionados ao ambiente escolar são aqueles provocados por ingestão acidental de alimentos ou medicamentos aos quais a criança é alérgica.

    Nesse sentido, a escola deve também orientar professores e funcionários a se familiarizarem com necessidades que dizem respeito a situações alérgicas. Professores de educação física, por exemplo, devem estar a par dos exercícios físicos específicos e com o uso de medicação de resgate para crises de alunos que sofrem de asma.

    A grande arma de combate a acidentes alérgicos no ambiente escolar é a comunicação e união entre a equipe escolar, os serviços de saúde e os pais. Assim, a prevenção e os cuidados se tornam prioridade na vida dos alunos que sofrem de alergias.

    Com informações da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia e da equipe médica da Clínica de Alergia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro.



    Como acontece a alergia?
    Confira esta verdadeira aula médica que preparamos para você

    • - Cada alergia é de um jeito. Isso porque a reação de cada organismo é diferenciada. Ou seja, uma mesma substância pode acarretar respostas alérgicas de tipos diferentes, em pessoas diferentes.
    • - A alergia é causada por uma pré-disposição genética no organismo. Se a sua mãe ou o seu pais forem alérgicos, você tem quatro vezes mais chances de desenvolver alguma alergia respiratória. Se os dois forem alérgicos, esse número aumenta para sete vezes.
    • - A reação alérgica não acontece geralmente no primeiro contato. Pode-se passar muito tempo, até ano, até que o organismo reconheça a substância que causa a alergia.
    • - O contato com um alimento, remédio ou alguma substância reconhecida como estranha pelo organismo, age no alérgico como um agressor e irá provocar uma resposta no sistema imunológico do paciente, causando a alergia.

    No organismo, ela pode ocorrer de duas formas:

    • - Pela geração de um anticorpo que irá combater a substância ingerida. É o que acontece, por exemplo, no caso da rinite, com a reação a poeira e nas reações anafiláticas a alimentos. Com essa resposta, é produzida uma substância chamada histamina, que irá causar a alergia propriamente dita (irritação na pele, nariz congestionado, coceira)
    • - Pela reação de células específicas
      Elas são responsáveis pela defesa do organismo, que irão causar outros tipos de alergias, como a dermatite de contato e alergias de pele que acontecem com os paciente que entram em contato com algum medicamento, por exemplo.
    • A maior parte das alergias responde ao anti-histamínico, mais conhecido como anti-alérgico, porém o ideal é que se procure um médico especializado para investigar, entender e tratar melhor o seu tipo de alergia.

    Com informações da Dra. Roberta Criado (CRM-SP 67350), alergologista e professora da Faculdade de Medicina do ABC.



    Cuidado: casa com alérgicos!
    A casa com pessoas alérgicas merece um cuidado especial.

    A maneira de arrumar e limpar a casa se torna muito mais importante quando se tem um alérgico no ambiente:

    • - Tenha pisos de fácil limpeza, onde se possa passar pano úmido ou até lavar com água corrente.
    • - Para a limpeza geral, use aspirador de pó no lugar de vassouras, espanadores ou panos secos. Isso evita que a poeira se espalhe.
    • - Passe pano úmido em toda a casa antes da faxina para evitar a dispersão do pó.
    • - As paredes jamais devem ter infiltração. A umidade é inimiga dos alérgicos.

    Nada de cheiro... nem pó

    • - Esqueça os desinfetantes ou qualquer produto com cheiro forte. Utilize álcool na limpeza geral.
    • - A casa deve ter poucos estofados de fibras e estes, quando houver, devem ser cobertos por tecidos impermeáveis como couro, courino ou napa.
    • - Evite definitivamente tapetes e carpetes.

    No quarto...

    • - Dê atenção especial à cama, principalmente se ela for produzida em madeira ou metal, materiais que costumam ficar cobertas pelo pó.
    • - As roupas de cama devem ser lavadas toda semana com água quente.
    • - Cobertores de lã devem ser evitados, assim como colchões e travesseiros de borracha, pois atraem bolor.
    • - O colchão deve estar sempre coberto com capa.
    • - Os travesseiros e colchões devem ser forrados com capas anti-ácaro.
    • - Caso tenha persianas no quarto, deixe-as de molho em água quente uma vez por mês.

    E os calçados?

    • - Os tênis devem ser pendurados em prateleiras para que “respirem”, evitando assim o aparecimento de mofo.
    • - Calçados pouco utilizados devem ser guardados em sacolas para prevenir o acumulo de pó.
    • - É aconselhável passar um pano úmido nos sapatos antes de guardá-los, principalmente na sola, que acumula a sujeira vinda da rua.

    Computadores e livros

    • - Se o computador for de “torre”, abra-a e aspire-a semanalmente.
    • - Os acessórios (teclado, mouse, etc) devem ser limpos com aspirador de pó e pano úmido.
    • - Limpe os livros e as estantes com pano úmido toda semana.

    Atenção especial às crianças
    Os bichos de pelúcia são os grandes vilões das crianças, mas eles não precisam ser eliminados do ambiente. Basta que sejam limpos periodicamente e da maneira correta.

    • - Passe aspirador de pó ou pano úmido no bichinho para tirar a poeira.
    • - Para esterilizá-lo, seque-o ao sol durante um dia inteiro ou coloque-o em um saco plástico e deixe-o no freezer até que se congele.

    O próprio alérgico pode fazer a limpeza da casa?
    O ideal é que os alérgicos fiquem longe da faxina. Se isso for inevitável, uma boa dica é usar uma máscara cirúrgica úmida no rosto durante a limpeza. Melhor ainda é mandar fazer uma máscara de algodão na costureira e também usá-la úmida. Ela não é descartável e você deve mantê-la limpa e seca até o próximo uso. O uso de luvas também é importante para evitar irritação na pele.

    Alexandre Ayres, alergista do Hospital Universitário de Brasília - CRM 2968



    As diferenças entre dermatite e urticária

    Você sabia que dermatite e urticária são duas coisas diferentes? Ambas são incômodos que acometem a pele e fazem coçar muito, o que pode confundir o diagnóstico. Entretanto, elas possuem sintomas e causas distintas.

    O que é a dermatite?

    Dermatites ou eczemas são processos inflamatórios de característica aguda ou crônica. As dermatites (ou eczemas) provocam vermelhidão e inchaço na pele, chamados de eritema e edema nas fases iniciais que podem evoluir para pequenas bolhas com secreção e formação de crostas. Em irritações presentes há mais tempo (casos crônicos), a espessura da pele aumenta e muda de cor.

    Tipos de dermatite

    Dermatite atópica
    É comum nos bebês de 2 meses a 2 anos, mas pode ocorrer em pessoas de todas as idades. Grande parte destas crianças apresenta familiares com alergia e cerca de metade delas desenvolverão posteriormente outros tipos de alergia, como rinite e asma. O principal sintoma é a coceira e o ressecamento da pele, principalmente nas dobras dos braços, pescoço e pernas. Ao coçar, a pele fica escoriada e pode engrossar com o passar do tempo. O processo evolui de forma lenta e as crises se intercalam com períodos de melhora. A dermatite atópica pode ser causada por frio ou calor excessivos, alteração súbita de temperatura, tecidos (lã e seda), medicamentos, suor, cremes e óleos, sabões e detergentes.

    Dermatite de contato
    Ocorre devido ao contato com alguma substância que irrita a pele (detergentes, sabões, substâncias ácidas). Nestes casos a pele fica áspera, ressecada, podendo apresentar bolhas e feridas que causam coceira e dor. As lesões se limitam as áreas que entraram em contato com o produto irritante.

    Dermatite numular
    Sua causa é desconhecida. Surge ou se agrava no inverno, quando a pele fica mais seca. O uso de sabonete em excesso piora o quadro.

    Dermatite de estase
    Comum em mulheres obesas e que possuem varizes.

    Dermatite disidrótica
    As lesões surgem na palma e na planta dos pés e das mãos, geralmente causadas por uma infecção fúngica, bacteriana ou pelo uso de penicilina e outros antibióticos. Aqui, os fatores emocionais também podem desencadear o processo.

    O que é urticária?

    Na urticária, lesões elevadas na pele aparecem de uma hora para outra e no corpo todo. Elas possuem inchaço central, tamanho variado e são circundadas por uma área rosada ou avermelhada que coça. A pele geralmente volta ao normal em até 24 horas. Junto a esses sintomas, pode ocorrer um inchaço, muitas vezes doloroso, das mucosas, lábios e pálpebras, o que agrava o quadro. Em situações extremas, há mal estar e alteração da pressão arterial, o que demanda um atendimento de emergência.

    Causas da urticária
    Vários fatores desencadeiam a urticária. Os mais comuns são:
    - Alimentos: ovos, peixes, nozes, frutos do mar, corantes, aromatizantes.
    - Medicamentos: penicilinas, sedativos, analgésicos, laxantes, hormônios e diuréticos, anti-inflamatórios.
    - Transfusões de sangue e seus derivados
    - Picadas de insetos, como abelha e vespa
    - Sinusite, otite, temperatura da água e alteração do clima.

    Tipos de urticária
    Urticárias ao calor, ao frio, ao sol

    Urticária colinérgica ou sudoral: surge após exercícios físicos, tensões emocionais, banhos quentes ou em quadros febris.

    Urticária de pressão: aparece em locais de atrito, onde ficam sutiãs, cintos, suspensórios e costuras de roupas.

    Urticária factícia: aparece ao coçar ou esfregar a pele.

    Como tratar
    Sempre que possível, o agente causador da urticária ou da dermatite é afastado. Dependendo da extensão da lesão, é necessário o uso de medicamentos, como antialérgicos, corticosteróides e até antibióticos, via oral ou em uso tópico.

    Afaste a dermatite e a urticária da sua vida:
    - Evite o uso de sabonete nas áreas mais sensíveis da pele
    - Afaste o contato direto com lãs e tecidos sintéticos ou que provoquem atrito com a pele
    - Mantenha a pele hidratada
    - Deixe sua casa e local de trabalho longe da poeira

    É importante procurar um médico especialista que irá pesquisar as causas e recomendar os remédios mais adequados para controlar os sintomas ou a doença.

    Dra. Patrícia Trigo - Dermatologista do Hospital Sepaco - CRM 101530



    Como deixar os seus armários livres da alergia

    Por In Ordem Organização de Ambientes
    e Arrumado Consultoria em Organização*

     

    Armários e guarda-roupas são ambientes perfeitos para o acúmulo de pó, um dos principais desencadeadores das crises de rinite alérgica. Se eles estiverem com problema de umidade, então...

    Alguns hábitos são importantes para manter seus armários “saudáveis”. Mantenha sempre tudo no lugar. Um guarda-roupa organizado é mais fácil de limpar e manter limpo. Quanto maior a frequência da limpeza, menor o acúmulo de pó. Além disso, para evitar fungos e bactérias, ventile todos os armários da sua casa, deixando-os abertos por uma hora, uma vez por mês. Veja abaixo como higienizar e cuidar dos armários de cada área da sua casa.

    Cozinha

    A cozinha guarda alimentos e instrumentos utilizados por toda família, portanto, todo cuidado é pouco. Para limpar os armários, pode-se usar sabão de coco, sabão neutro ou produtos desengordurantes.

    Para aplicar o sabão de coco, use a parte amarela de uma esponja nova. Tire o sabão com um pano multiuso absorvente do tipo perfex e seque bem o armário com um pano seco e limpo. Por último, passe um paninho seco com vinagre, que contém ácido acético, eficaz para combater fungos e evitar a umidade.

    Caso queira eliminar alguma gordura mais pesada, água morna com sabão neutro resolve. Ao escolher produtos desengordurantes, fique atento ao odor, para que ele não cause alergia.

    Quartos

    Faça uma limpeza mensal nos seus guarda-roupas, gavetas, cômodas e closets. Utilize um pano tipo saco novo e branco, umedeça com vinagre e passe nos locais. Além de limpar, evita o aparecimento da umidade.

    Para manter os ambientes secos até a próxima limpeza, uma boa dica é o giz escolar. Você pode colocá-los em copinhos plásticos dentro dos armários ou montar saquinhos de TNT e distribuí-los nos ambientes. É possível também usar desumidificadores em sachês ou potinhos vendidos em supermercados.

    Os maleiros acumulam bastante pó. O space bag é uma boa alternativa para proteger seus pertences. É um produto organizador produzido com uma capa protetora que impede a passagem da água, protegendo os tecidos do mofo e da umidade. Possui fecho hermético e válvula que se adapta à mangueira do aspirador de pó. Ele suga todo o ar do saco e guarda as peças a vácuo, o que otimiza também seu espaço.

    Roupas

    Casacos, termos e malhas geralmente são usados mais de uma vez antes de serem lavados. Porém, antes de guardá-los no armário novamente, eles devem ser colocados para tomar ar. As peças acumulam restos de pele do próprio corpo, que são uma das causas do acúmulo de ácaros, causadores de alergias.

    Além disso, nunca guarde nenhuma peça de roupa em sacos plásticos ou caixas de papelão. No plástico, a roupa não respira. A caixa de papelão acumula muito pó e é difícil de limpá-la. Se necessário, as peças devem ser acondicionadas em sacos ou capas protetoras de TNT, que possuem ventilação.

    Calçados

    Para evitar o desenvolvimento de fungos e bactérias no guarda-roupa, passe um pano úmido na sola do sapato após o uso para tirar a maior parte da sujeira. Deixe-o tomando ar antes de guardá-lo. Calçados não devem ser guardados úmidos ou molhados.

    Para guardá-los empilhados, coloque-os em sacos de TNT ou tecido individuais com visor, para facilitar a busca. Caso vá acondicioná-los em caixas, escolha as de plástico transparente com furinhos. Elas ventilam o calçado, são fáceis de limpar e ainda possibilitam a identificação do mesmo.

    Umidade

    Armários bem projetados não devem ter umidade, porém, caso isso aconteça na sua casa, é importante manter os fungos e bactérias bem longe do ambiente. Além do vinagre, você pode usar desinfetantes germicidas e bactericidas como o Lysoform. Outra opção eficaz, mas menos prática, é o cloro, que pode ser usado puro ou diluído em água. Aplique-o com uma esponja em toda a superfície mofada. Em ambos os casos, deixe o ambiente arejado para eliminar o odor dos produtos.

    Mas, atenção: caso os seus armários estejam com problemas de umidade recorrente, solicite a visita de um engenheiro ou mestre de obras para providenciar o devido reparo ou isolamento.

    *A In Ordem Organização de Ambientes está no blog http://www.inordem.blogspot.com/
    Conheça a equipe Arrumado Consultoria em Organização no site http://www.arrumado.com.br/

    Informações de In Ordem Organização de Ambientes e equipe Arrumado Consultoria em Organização



    Será que meu filho tem alergia respiratória?

    Você sabia que o seu filho tem quatro vezes mais chances de desenvolver alguma alergia respiratória caso um dos pais seja alérgico? E se os dois forem alérgicos, essa chance sobe para sete vezes? Pois é, não há como escapar...

    Em um primeiro resfriadinho, é praticamente impossível definir se uma criança é alérgica ou não. Essa conclusão só acontece lá pelos 2, 3 anos. “Isso porque, até esta idade, diversos vírus acometem os pequenos e a cada contato, um resfriado aparece. Leva um tempo para o corpo adquirir sensibilidade para os ácaros e o bolor”, afirma a Dra. Ana Paula Castro, alergista e imunologista do Hospital Sírio Libanês.

    É preciso ter na cabeça que as alergias respiratórias são doenças crônicas, ou seja, os sintomas tendem a se repetir: nariz coçando e escorrendo, coceira na garganta, no ouvido e nos olhos, espirros constantes, olhos vermelhos e lacrimejantes. Outra coisa: se sempre que o tempo muda, o nariz do seu filho entope, pode procurar um médico.

    Asma e bronquiolite
    Hoje em dia, cada vez mais crianças são chamadas de “bebê chiador”. A cada resfriado, o peito do neném chia, a respiração fica curtinha e o peito afunda, desesperando as mães. “Nesses casos, geralmente, o pequeno desenvolve uma bronquiolite. Ao entrar em contato com algum elemento alérgeno ou um vírus, há uma inflamação dos brônquios”, esclarece Dra. Ana Paula Castro.

    Após os 3 anos, caso a criança ainda tenha crises de chiado e episódios recorrentes de bronquiolite, pode-se avaliar a possibilidade dela ser asmática. A asma é uma inflamação recorrente dos pulmões e brônquios. Cerca de 80% das crises de asma têm causa alérgica, mas infecções por vírus e o contato com cigarro também pode desencadear uma crise. Nem todas as crianças que chiam desenvolvem asma, somente 1/3 delas.

    Cuidados gerais
    Independente de o seu filho ter alergia respiratória ou não, alguns fatores pioram a vida de uma criança.
    - Deixe-a longe do cigarro! Na casa e no carro de um bebê chiador, não existe área de fumante.
    - As crianças produzem mais secreção que os adultos e tem mais dificuldade para expeli-la. Por isso, sempre que o médico pedir, não tenha medo da fisioterapia respiratória.
    - O uso de anti-histamínicos diminui a secreção e alivia o desconforto da crise alérgica.

    Dra. Ana Paula Castro - Alergista e Imunologista do Hospital Sírio Libanês - CRM 69748



    As diferenças entre alergia e resfriado
    Dr. Milton Orel*

    Você sempre está com o nariz entupindo e coçando, espirra sem parar e o lenço de papel é seu melhor amigo? “Pois é, eu estou sempre resfriado...”. Será que isso mesmo?

    Alergias respiratórias, gripes e resfriados possuem sintomas parecidos, mas são coisas bem diferentes. Olha só:

    Alergia respiratória ou rinite
    É o inchaço ou inflamação dos tecidos que revestem o nariz. Geralmente ocorre pela hipersensibilidade da mucosa nasal e só é possível comprovar uma alergia respiratória através de testes médicos. Sintomas: nariz entupido e coçando, coriza, e espirros constantes. Não há febre, mal estar ou dor no corpo.

    Resfriado
    É uma infecção de pequena gravidade causada por vários tipos de vírus. O mais comum é Rhinovirus. Sintomas: nariz entupindo e coçando, corizas, febre baixa, mal estar e dores no corpo e nas articulações. Dura no máximo 5 dias.

    Gripe
    Também é uma infecção, mas com potencial de gravidade maior. É causada pelo vírus influenza, que tem diversas variações. Sintomas: além dos sintomas comuns ao resfriado, pode ocorrer febre altíssima e complicações pulmonares graves. A evolução pode ser de até 10 dias.

    Uma crise de rinite pode virar resfriado ou gripe?
    Sim. Como a imunidade corporal fica debilitada durante uma crise forte de alergia, uma porta se abre para a entrada de vírus. Por isso, procure seu médico e controle sempre a sua alergia!

    Dr. Milton Orel é otorrinolaringologista do Hospital CEMA e especialista em alergias respiratórias – CRM 115.937



    Como deixar sua casa sem mofo
    Por Isabel Dias*

    Paredes manchadas e descascadas, armários com mau cheiro e pintura desgastada são algumas das "obras" que o mofo pode fazer na sua casa. Ele é repleto de fungos e um dos alérgenos mais comuns ao ser humano. O mofo é tão prejudicial que pode causar noites mal dormidas e alterações na disposição, além de piorar significativamente as alergias respiratórias. Para fugir desse mal, veja essas dicas.

    Se você vai construir uma casa
    É preciso ter alguns cuidados básicos na construção de uma casa para evitar a umidade e o mofo. O fator mais importante é a ventilação dos ambientes. É preciso que eles recebam a maior quantidade de sol possível, principalmente nos quartos e salas, onde você passa a maior parte do tempo. Esses cômodos devem ficar voltados para o leste, se possível, para receber o sol da manhã. Construir sua casa com um pé direito alto e vãos grandes de janelas facilita a entrada de luz e ventilação. Se você já sofre de alergia, evite construir em morros porque a terra atrai a umidade. Caso isso não seja possível, a saída é impermeabilizar corretamente as paredes e lajes.

    Se você não vai construir
    Caso você more em uma casa já pronta, é preciso cuidar muito bem das telhas para não acumular água e umidificar a laje. Além delas, chaminés e terraços também são pontos importantes a serem cuidados. Em um apartamento, é preciso pensar nos ambientes que não possuem janela. Isso pode acontecer em um lavabo ou depósito, por exemplo. A saída é instalar um exaustor, que renova o ar. Nos dois casos, é preciso prestar muita atenção ao encanamento do imóvel, pontos de umidade ou vazamento e às rachaduras. Elas podem comprometer a estrutura do seu lar.

    Para quem tem uma casa úmida
    Se a sua casa já sofre do mal da umidade, evite encostar móveis nas paredes. Isso diminui os riscos de bolor. É bom também escolher estantes abertas, sem portas, e preservar uma decoração em tons claros. As cores claras permitem maior reflexão da luz e quanto mais iluminado o ambiente, menos úmido ele ficará.

    Dicas de decoração
    Além dos móveis claros, escolha peças laváveis para decorar a sua casa. Para as janelas, uma opção são as cortinas finas e fáceis de secar, ou as persianas. Mas, atenção: elas juntam mais pó, portanto, precisam de limpeza constante. Se quiser tapetes, escolha os de fibra com trama fechada, para não entrar tanto pó. Para os sofás, o ideal são as peças de couro, fáceis de limpar e que acumulam pouco pó. Se quiser um conjunto de tecido, impermeabilize a peça para a poeira ficar somente superficial.

    *Isabel Dias, arquiteta especializada em luminotécnica, projeto de iluminação.



    Conviva com animais de estimação sem medo

    Dra. Fatima Rodrigues Fernandes*

    A rinite alérgica causada pelos animais de estimação é bastante comum. Ela acontece através de qualquer espécie que possui pelos ou penas e por causa do desprendimento das proteínas da pele, da saliva e da urina dos bichinhos. Além desses alérgenos, a presença de animais no ambiente interno da casa aumenta a quantidade de ácaros, já que eles se alimentam dos detritos de pele eliminados pelos seres humanos e pelos animais.

    A alergia pode não se manifestar logo que indivíduo entra em contato com o animal. Ela pode ser desencadeada após muito tempo de convivência. Fique atento! Quem é alérgico, dependendo da gravidade, pode apresentar sintomas até quando o vizinho tem um animal de estimação ou quandp uma visita que possui um bicho chega em casa. Não há nada comprovado, mas existem estudos que demonstram um aumento da tolerância à exposição ao epitélio de cão e gato através da imunoterapia, que é a aplicação de alérgenos em doses progressivamente crescentes, através de vacinas alergênicas.

    Para ter um bichinho em casa, recomenda-se:
    >> Se você tiver um quintal, dê preferência por manter o seu animal fora de casa.
    >> Dê banho e escove os cachorros e gatos pelo menos uma vez por semana.
    >> Deixe o quarto e a cama do alérgico bem longe do animal. Os alérgenos não ficarão completamente longe desse ambiente porque eles se espalham com facilidade, mas essa atitude já diminui consideravelmente o incômodo.
    >> Se a sua casa possui ar condicionado ou sistema de aquecimento, use filtros altamente eficientes e faça a manutenção deles a cada 2 ou 3 meses.
    >> Lave a cama do seu animal uma vez por semana com água quente.
    >> Lave sempre as mãos após mexer no seu animal de estimação.
    >> Os alérgicos não devem limpar a caixa de areia dos gatos nem recolher o jornal dos cachorros para não ter contato com os alérgenos.
    >> Faça a limpeza adequada da sua casa. Passe o aspirador de pó diariamente e limpe os móveis com pano úmido duas vezes por semana.
    >> Consulte um alergista para estudar a possibilidade de fazer um tratamento preventivo com um anti-histamínico.

    Dra. Fatima Rodrigues Fernandes é pediatra do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo - CRM 51214



    Harmonize sua casa com o Feng Shui e viva melhor com a alergia
    Por Stela Vecchi*

    A residência em que moramos tem grande responsabilidade em relação à saúde e bem-estar. As circunstâncias de localização, a incidência solar sobre os ambientes, as influências recebidas de fora e a disposição do conjunto de fatores que decoram os ambientes interiores é que irão determinar a qualidade da energia que os moradores recebem e o quanto favorecem a saúde. O Feng Shui Lógico estuda o aproveitamento máximo da energia que o Sol nos doa. Saúde sem Sol não existe. A luz solar e o ar puro são fundamentais para que o corpo possa atingir sua saúde plena.

    Convivendo com a alergia
    O diagnóstico correto é fundamental. Geralmente, a manifestação dos quadros alérgicos possui vários fatores e o ambiente pode ser um deles. O Feng Shui verifica quais os possíveis fatores ambientais que agravam esses desequilíbrios e propõe as modificações que auxiliarão no restabelecimento da harmonia. Quartos localizados na área Sul de uma casa costumam ser muito frios e nunca recebem luz solar direta. Portanto, não são os mais indicados para quem sofre de problemas respiratórios ou de sensibilidade excessiva ao ambiente. Os quartos mais saudáveis são os que recebem luz direta. Além disso, esses casos podem ter também um fator psicológico, portanto o cuidado no preparo das refeições e um clima de amizade e alegria são fundamentais para criar laços profundos na família e favorecer a saúde de todos.

    Como aplicar o Ba-guá
    Imagens do baguá



    1. Com a planta-baixa da casa (pode ser feito um desenho, o mais proporcional possível), ache o centro da residência.
    2. Assinale o local por onde o Sol ilumina sua residência no início da manhã. Esse é o lado Primavera de sua casa, que corresponde ao Leste e à Família e Saúde: é o lado verde no Ba-guá.
    3. Coloque a imagem do Ba-Guá sobre o desenho alinhando o leste com o cômodo iluminado pelo Sol. Assim, você já pode determinar quais são as posições de seus cômodos com relação às áreas correspondentes do Ba-Guá.

    Dicas para manutenção e recuperação da saúde
    Quando enfrentamos a doença em nosso lar, precisamos redobrar os cuidados para que a energia nociva dela não impregne nos ambientes, dificultando a recuperação. Essas dicas podem ser usadas em qualquer casa, para favorecer a saúde e prevenir doenças.

    >> Percorra sua casa olhando tudo, percebendo o que você gosta e o que não gosta, inclusive em armários e gavetas. Procure retirar as coisas inúteis, quebradas, que não lhe trazem boas recordações ou que simplesmente você não aprecia. Se estiver em dúvida, não se desfaça de algo imediatamente: retire-o do local e veja sua reação. Esse é um processo amoroso e equilibrado. Às vezes, é preciso agir com coragem em relação a algumas coisas, mas o importante é você estar seguro do que quer.
    >> Evite correntes fortes de ar dentro de casa: a energia deve fluir suavemente, sem sobressaltos. Dose a abertura de janelas e portas.
    >> O dormitório revela o carinho e a atenção que temos por nós mesmos. Passamos boa parte da vida restaurando as forças através do sono. O quarto de dormir é responsável pela qualidade de nossa saúde e também de nossos relacionamentos.

    Como decorar os ambientes
    >> É aconselhável utilizar cores suaves nas paredes, sendo que os tons de verde e amarelo são os mais favoráveis para a recuperação da saúde. Evite paredes brancas ou com cores neutras;
    >> Alegre o quarto com fotos e gravuras de jardins floridos, que suavizam e alegram o astral, ou de anjos, que dão proteção. Evite quadros que transmitam sofrimento;
    >> A cama, se possível, deve estar posicionada de frente para a porta de entrada do cômodo, porém não na mesma direção desta. O local diante da porta costuma ser o menos tranqüilo porque está sendo constantemente movimentado pelo vaivém da porta.
    >> Deve-se evitar manter muitos livros no quarto. Biblioteca não combina com quarto de dormir, principalmente jornais e revistas.
    >> Identifique o lado onde nasce o Sol de sua casa e qual é o ambiente banhado por essa luz: esse é o local que recebe a energia da saúde. É o melhor lugar para a pessoa que está se recuperando.

    Outros cuidados que favorecem a recuperação da saúde:
    >> Evite deixar pessoas doentes em quartos que não recebam luz solar direta durante a manhã.
    >> Arrume a cama com cores alegres, procure ter cortinas de tecido leve na janela e um tapete anti-alérgico ao lado da cama, porque dão idéia de conforto.
    >> Não deixe remédios à vista.
    >> Alegre a janela do quarto: se a pessoa gostar, coloque um sino de vento no centro.
    >> Afirmar em voz alta a sua saúde é ótimo para a mente e o corpo. Somos feitos de esperança na cura: "Gozo de excelente saúde. Sou uma pessoa muito saudável. Desenvolvo relações harmoniosas com as pessoas que me rodeiam". Melhor ainda: visualize a cura acontecendo.

    *Stela Vecchi é consultora de Feng Shui e escritora. Já publicou três livros: "Feng Shui Lógico - Integração Dinâmica entre Equilíbrio Pessoal e Ambiental", "O Caminho da Sabedoria" e "No Céu do Hemisfério Sul - Brasil, um Novo Começo".



    Como decorar e limpar um quarto de criança alérgica
    A disciplina da limpeza diária e semanal é a melhor tática contra crises alérgicas
    Se você acha que o quarto perfeito para um criança alérgica é quase vazio e, consequentemente, com poucos itens de conforto, você está correto. Mas, não é preciso ser tão radical assim. "Os revestimentos e itens de decoração do quarto de um alérgico precisam ser de fácil manutenção", ensina a arquiteta Penha Alba, de Foz do Iguaçu, no Paraná. O mais importante para evitar crises de alergia é manter a disciplina de limpeza, por isso tudo precisa ser fácil de lavar e de secar, sem abrir mão do conforto. "A remoção da poeira do chão, dos objetos e da parede deve ser diária, com pano úmido e sem produtos de cheiro forte", explica a alergista e pediatra Ana Paula Castro, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia do Estado de São Paulo (ASBAI-SP). E uma vez por semana, cortinas, tapetes e objetos de decoração devem ser lavados. Por isso, tudo precisa ser muito prático. A seguir, confira uma lista de dicas para se ter em um quarto saudável para uma criança alérgica.

    Cortinas e persianas
    - Para quem quer praticidade, as persianas de alumínio e madeira vão bem, pois acumulam menos pó e são fáceis de limpar.
    - As cortinas podem existir, já que dão mais sensação de aconchego, mas precisam ser feitas de tecidos leves e sem forros. Assim, podem ser lavadas uma vez por semana. Dica: se lavar e centrifugar na máquina, as cortinas saem praticamente secas e já podem ser penduradas novamente. Para facilitar a remoção e instalação semanal, opte por ilhoses em vez de trilhos.

    Piso e parede
    - Cerâmica, porcelanato e pisos laminados são os mais indicados para quartos de alérgicos. Eles podem ser limpos com uma pano úmido ou máquina de limpeza à vapor.
    - Fuja dos tapetes, mas se achar que o quarto vai ficar muito frio sem eles, opte por materiais sem pelos e leves, como os de algodão. Dessa forma, a manutenção fica mais fácil: sacuda os tapetes fora do quarto todos os dias para remover a poeira e lave uma vez por semana na máquina se lavar.
    - Nas paredes, o ideal é aplicar papel de parede lavável, que permite a limpeza com pano úmido sem desgastar.

    Cama e travesseiro
    - Colchão, travesseiros e almofadas precisam de capas, de preferência de tecido antialérgico, que possui tramas mais fechadas e impedem que os ácaros entrem nas peças.
    - As colchas precisam ser finas para que possam ser lavadas toda semana sem grandes dificuldades.

    Roupa de cama e cobertor
    - A roupa de cama deve ser lavada no mínimo uma vez por semana. "Crianças com dermatite atópica que apresentam intensa descamação e sudorese precisam que a troca seja feita a cada dois dias", explica Ana Paula. Um truque bacana é, logo após o acordar, juntar toda a roupa de cama com cuidado e sacudi-la fora de casa. Se possível, coloque-a sob o sol para torrar todos os alérgenos. Em dias de chuva, você pode usar um ferro de passar bem quente. - Quem é alérgico deve tomar cuidado especial com os cobertores de lã, pois acolhem as mais diversas partículas que desencadeiam crises alérgicas. Prefira lençóis e edredons de algodão. - Não utilize facilitadores para passar roupa, nem amaciante nas roupas de cama e cobertores, pois estes produtos deixam resíduos que podem provocar alergias.

    Decoração
    - Nada de lustres com detalhes pequenos que possam acumular poeira. Dê preferência aos modelos sem reentrâncias.
    - Prateleiras sobre a cama, nem pensar, pois elas também são moradias de ácaros.
    - Evite móveis de madeira maciça, prefira os revestidos de laminados e fórmicas, que são mais resistentes à limpeza diária com pano úmido.
    - Quanto aos bichinhos de pelúcia, é recomendável colocá-los em sacos plásticos e só tirá-los na hora da diversão. E, antes de guardá-los novamente, o ideal seria fazer uma nova lavagem. O que não pode é utilizar os bichinhos de pelúcia como peças decorativas, porque eles ficarão infestados de partículas alérgenas.

    Ar condicionado e umidificador
    - O ar condicionado de parede está vetado. "O modelo split é o mais indicado e seu filtro deve ser lavado a cada dois dias, mais ou menos", explica Penha.
    - Umidificadores também não são recomendados em casas com pouca ventilação, pois podem facilitar o acúmulo de fungos causando umidade nas paredes. "Uma bacia de água no canto do quarto é uma boa opção para manter a umidade do ar", explica Ana Paula.

    Como remover a poeira
    - Cuidado ao aspirar a poeira. O saco do aspirador precisa estar bem limpo, caso contrário, o aparelho irá apenas provocar a suspensão do pó no ar. É recomendável lavar sempre o saco após o uso e deixá-lo secar ao sol. Os melhores aspiradores de pó para alérgicos são os que possuem filtros de água ou com filtro HEPA, ambos aspiram toda a poeira, até a mais fina, geralmente liberada por aparelhos comuns.
    - Nunca remova a poeira com flanela ou espanador. Use um pano umedecido em água e sabão de coco ou em álcool, sempre depois do aspirador de pó. Não se esqueça de limpar lugares pouco visíveis, como batentes de porta, sancas e estrados da cama. Quanto mais ventilado e arejado o ambiente, melhor. Por isso, deixe o máximo de tempo que puder todas as janelas abertas. Quando for construir, procure voltar os quartos para a face norte, que recebe sol durante a manhã.

    Abaixo, você confere uma galeria de fotos com imagens de quartos de crianças que apresentam boas soluções de decoração para quem sofre com alergias.

    Para menino

    Roupa de cama de algodão, paredes pintadas com tinta acrílica lavável e painéis revestidos de laminado melamínico facilitam a limpeza diária do ambiente. Além disso, a cortina rolo blackout da Luxaflex é de tecido PVC e também é lavável. Projeto da arquiteta Penha Alba.


    Escrivainha, painéis, prateleiras e armários revestidos de laminado melamínico. Projeto da arquiteta Penha Alba.


    Este quarto em tons de verde também é prático e resistente à limpeza do dia a dia. As paredes foram pintadas com tinta acrílcia lavável e os painéis revestidos de laminado melamínico. A roupa de cama e as capas das almofadas são feitas de algodão. Projeto da arquiteta Penha Alba.


    Nada de bichinhos de pelúcia, somente carrinhos, que podem ser limpos facilmente. O tom de cinza dos painéis laqueados contrasta com o azul da parede, pintada com tinta da Suvinil (ref. Z032). Projeto da arquiteta Zize Zink.


    Os amigos do garoto de 8 anos ficam surpresos quando entram em seu quarto de 20 m². Apoiado na estrutura do closet aberto, o mezanino, a 2 m de altura, ganhou zabutons, que acolhem as visitas para pernoites. Para descer de lá, basta escorregar pelo tubo de bombeiro ou se pendurar na escada e se atirar nos pufes em forma de bola. Tons vibrantes de verde e azul em paredes e acessórios oferecem uma atmosfera cheia de energia. "Explorei o branco na marcenaria para equilibrar o excesso de cor", explica a decoradora Simone Goltcher. Fácil de limpar, o piso vinílico é indicado para quartos de alérgicos.

    Para Menina

    Neste quarto, móveis laqueados, cortinas e roupas de cama com tecidos leves e nada de tapete. O desenho na parede mescla adesivos com madeira. Trabalho da Bloom Design for Kids. Já o móvel rosa foi feito pela Marcenaria Medeiros. As luminárias são da Hits Kids 'n' Teens. Projeto da arquiteta Carla Basiches.


    Um painel laqueado, fácil de limpar, de 2,68 x 1,10 m de altura dá acabamento à cama. Ele foi executado pela Plancus. Essa mesma marcenaria fez a caixa branca que sustenta a escrivaninha de vidro da Devidro, de 2,10 m de largura. Cortina de gaze de linho, bem levinha, da Larmod, mesinha espelhada da Hits Kids 'n' Teens e tapete da Clatt. Projeto da arquiteta Clarissa Strauss.


    O estilo clean dominou o quarto de 13 m². Nas paredes, os painéis de madeira com recortes circulares acomodam brinquedos e exibem um tecido lilás de estampa miúda. "Já que o quarto não é grande, optamos pela decoração limpa, com tudo iluminado, arejado e com boa circulação", explica a arquiteta e mãe das trigêmeas Carla Basiches, que assina o projeto com o marido, Ricardo, responsável pelo desenho dos móveis brancos e retilíneos, que servirão para as meninas por, pelo menos, mais quatro anos. Os berços foram revestidos de tela e, entre dois deles, o gaveteiro com frente de vidro facilita achar roupas e sapatos. Do outro lado, além da poltrona de amamentar, há o terceiro berço e o trocador, com seis gavetas e dois gavetões. Sob esse móvel fica a bicama da babá.


    As irmãs de 11 e 7 anos concordaram em partilhar o quarto a fim de reservar um ambiente só para as brincadeiras. Juntas, as meninas definiram as cores. "Gosto de azul e minha irmã de rosa", diz a mais velha. O arquiteto Dado Castello Branco, autor do projeto, combinou os dois tons no enxoval. O lambri de 1,20 m de altura emoldura as camas.


    Quando fez 14 anos, Alexia quis mudar seu quarto, de 16 m². "Ela me pediu um ambiente sem armários e livre para conviver com as colegas", conta a arquiteta Marise Marini. Na reforma, as mudanças foram pensadas para criar um visual de sala de estar. A cama fica sobre um tablado de madeira laqueada a 35 cm do piso, o que permitiu embutir a bicama. Ao redor do colchão, um espaço de 30 cm supre a falta de mesa-de-cabeceira. A estante que guarda o aparelho de som e a TV tem portas do tipo guilhotina, que deixam expostas apenas as partes que se deseja. A escrivaninha, maior, comporta duas cadeiras ao mesmo tempo. Cortinas bem leves e nada de tapetes.

    Ana Paula Castro, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia do Estado de São Paulo (ASBAI-SP) - CRM 69748



    Tenha plantas em casa sem medo
    Por Daniela Sedo*

    Quem tem alergia ao pólen, também pode ter plantas em casa, desde que faça as escolhas adequadas. Este tipo de alergia provoca espirros, coceira no nariz e na garganta e até asma. Se você não quer sofrer com esses efeitos, mas adoraria ter a sua casa decorada e cheia de vida, veja essas dicas.

    Tipos de plantas
    Escolha as plantas com folhas largas. Elas são mais fáceis de limpar, acumulam menos pó e suas espécies geralmente produzem poucas folhas, o que diminui a necessidade de vezes de poda. As plantas ideais para ambientes internos precisam gostar de sombra. Indicações de espécies:



    1. A Maranta ou Calathea tem até 30 centímetros de altura e folhas brilhantes
    2. A Chamaedorea Ernesti Augusti atinge até 1,70m. Suas hastes possuem um pouquinho de pólen, mas elas podem ser podadas sem nenhum prejuízo para a planta
    3. A Chamaedória Metalica mede até 50 centímetros e tem cor mais escura
    4. A Asplenium é uma planta bem tropical, clarinha, parece uma salada. Só precisa de água de uma a duas vezes na semana
    5. Para dar uma corzinha no ambiente, use a Cordyline rubra. Ela tem um tom de vinho e, apesar de resistir à ambientes internos, gosta de sol e claridade
    6. Outra plantinha decorativa é a Cróton. Ela é bem marcadinha, desenhada e é utilizada em vasos pequenos. Também dura mais se exposta ao sol

    Fique atenta ao vaso e ao acabamento
    Ao comprar um vaso, evite os de barro ou terracota. Este é o tipo mais poroso e, se não for impermeabilizado corretamente, forma uma camada branca de mofo por fora. Independente disso, a base do vaso sempre vai acumular um pouco desse mofo por causa do seu constante contato com o resíduo de água do pratinho. Para substituir, escolha vasos de plástico, cerâmica esmaltada ou concreto.


    Os vasos em forma de cone e trapézio são de plástico, da Leroy Merlin. Os vasos metálicos tem rodízios embutidos, gaveta para coleta de água e são de fabricação de Daniela Sedo. No acabamento, abandone a ideia de usar casca de árvore nos vasos. Como ela é orgânica, dentro de um ambiente escuro e quente (como as nossas casas), ela começa a se decompor, junta ácaros, pó, insetinhos, fungos... Só use este material em um jardim aberto. Esqueça também aqueles cachepôs de vidro ou vime cobertos por casca de árvore. Isso é um veneno para o alérgico.


    1. Casca de árvore
    2. Seixo polido
    3. Seixo sem polir
    Como substituição, use umas pedrinhas chamadas de seixo, que você pode até comprar já polidas, para que não soltem pó. Outra opção é colocar bola de gude para dar um charme. Só tenha o cuidado de forrar o vaso antes de colocar o material de acabamento. É assim: por cima da terra, cubra a superfície com uma manta de bidim ou um pedaço de tecido de algodão.

    *Daniela Sedo é arquiteta paisagista, faz projetos residenciais e comerciais, execução de plantio, manutenção e tem mão de obra própria.
    Site: http://www.danielasedo.com.br/



    As viagens de férias podem fazer bem para a sua rinite alérgica
    Por Dra. Ana Paula Castro*

    Você já foi viajar e sentiu que a sua alergia melhorou e assim que pisou de novo na "cidade grande", voltou a espirrar? Pois isso é mais comum do que se imagina. Mudar de ambiente realmente pode fazer bem para a sua rinite alérgica. Sair de uma metrópole e viajar para a praia ou para o campo é sempre benéfico para quem tem alergia respiratória. Você fica livre da poluição, das mudanças climáticas bruscas e alterações de temperatura típicas das grandes cidades. Melhorar a forma de respirar também dá mais qualidade de vida ao alérgico. Na correria de todos os dias, as pessoas não respiram corretamente e sofrem com o stress, dois fatores que agravam a alergia e as crises de asma. Um período de ócio é sempre bem vindo para respirar tranquilamente e dar mais atenção ao seu bem estar. Se estiver em um local menos poluído, melhor ainda!

    Cuidados essenciais
    Entretanto, mudar de ambiente requer alguns cuidados para o alérgico. Em casa, você já sabe o que fazer para se livrar dos ácaros e do mofo. Mas nem sempre isso é possível ao viajar. Caso vá se hospedar em um hotel, procure por estabelecimentos com quartos preparados para receber hóspedes alérgicos. Se o seu destino é uma casa de praia ou campo, o ideal é que ela seja aberta alguns dias antes da sua hospedagem para que o ar circule e a umidade diminua. Essas casas fechadas são um prato cheio para o mofo. Se isso não for possível, assim que você chegar, não tenha medo do vento e abra as janelas! Deixe os armários abertos, a casa arejada, o ar circular. É fundamental carregar com você as suas capas protetoras para travesseiros. Lembre-se: você só deve viajar com a sua rinite controlada. Nem sempre vale a pena sair da poluição para melhorar da alergia e entrar em contato com uma quantidade bem maior de ácaros do que está acostumado. Os tratamentos estão bem eficazes atualmente, o que controla as crises com facilidade. E não pense que, por ter rinite alérgica, você não pode curtir a vida: aproveite o mar, a piscina, tome sorvete... Não precisa se privar de nada, é só se cuidar!

    Dra. Ana Paula castro é alergista e imunologista do Hospital Sírio Libanês - CRM 69748



    Prepare suas roupas para a chegada do inverno
    Por Tatiana Vianna*

    Todo inverno é a mesma coisa: ao tirar os casados do armário, você já começa a espirrar! Mas é claro: as roupas pesadas ficam guardadas lá por meses até serem utilizadas novamente. O maior vilão dessa história é o mofo, que causa alergia, maus odores e pode manchar as roupas e danificar calçados e bolsas. Vamos fazer diferente este ano? Siga as nossas dicas:

  • Crie o hábito de pelo menos uma vez por mês, retirar tudo do armário para higienização. Comece fazendo isso agora.
  • Aproveite os dias de sol para abrir o closet ou as portas do guarda-roupa e deixe o ar circular por pelo menos 10 minutos entre as roupas. O mofo aparece em locais úmidos e pouco ventilados.
  • As peças que não fizerem parte da estação ou que não são usadas com regularidade devem ser guardadas em sacos plásticos de cor escura de modo que não peguem luz. Mas atenção: faça pequenos furinhos para que o ar circule por dentro do saco. Caso contrário, sua roupa pode até mofar.
  • Caso o móvel tenha umidade, aplique um produto anti-mofo ou use uma daquelas caixinhas que sugam a umidade. Elas são encontradas em supermercados ou lojas de material para construção. Basta remover a fita lacre e posicionar a caixinha no fundo das prateleiras e cantos dos armários.
  • Tenha um cuidado especial com os calçados e bolsas. Passe uma flanela em cada um deles e aplique uma camada de spray impermeabilizante específico para o material da peça. Após secar, guarde cada par ou bolsa em um saco de TNT, que tenha visor em plástico transparente. Dessa forma, além de protegê-los da poeira e do mofo, será fácil identificá-los.

    Você sabia que existem tecidos anti-alérgicos?
    Se você não pode nem passar perto das roupas feitas de lã, saiba que já existem tecidos com tratamento antialérgico para que você fique quentinho sem espirrar. É bastante comum também encontrar roupas desse tipo para bebês e crianças mais sensíveis. A hora do sono também ficou mais leve. É grande a variedade de roupas de cama, colchões e travesseiros com tratamento antialérgico.

    *Tatiana Vianna é consultora de moda, personal stylist e membro da Association of Image Consultants International (AICI)



  • Qual a diferença entre rinite e resfriado?
    Com a chegada do frio, é comum que surjam crises de rinite e de resfriado. Mas, como diferenciar as duas? A rinite alérgica é um processo inflamatório da mucosa nasal decorrente de uma reação exagerada a uma ou mais substâncias, os chamados alérgenos. "Devido a características genéticas, o sistema imunológico interpreta uma substância como agressora, reagindo em defesa do organismo e causando os sintomas da doença", comenta o médico Luis Felipe Ensina, professor de Alergia e Imunologia Clínica da Faculdade de Medicina de Santo Amaro e Diretor da regional de São Paulo da ASBAI - Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. E qualquer coisa pode provocar alergia. Entre os mais comuns estão ácaros de poeira; saliva, urina e fezes de animais domésticos; baratas; fungos e polens. Perfumes e odores de cigarro, produtos de limpeza, tintas, inseticidas, fumaça e poluição, entre outros, também são irritantes das vias aéreas e agravam a inflamação e os sintomas. "Ao contrário da rinite, o resfriado é causado por vírus, sendo o mais comum Rhinovirus que desencadeia obstrução nasal, coriza, espirros e febre baixa. As confusão entre essas doenças acontece porque os sintomas da rinite e do resfriado são semelhantes", complementa o especialista.

    E quais são os sintomas?
    Rinite - crises de espirro, coriza, coceira nasal, obstrução nasal e sintomas oculares (coceira e ficar com os olhos lacrimejando).
    Resfriados - desconforto no nariz ou na garganta, espirros e coriza, sensação de mal-estar geral, espessamento do nariz com uma coloração amarelo-esverdeada, tosse e em alguns casos febre.

    Por que no frio?
    Ficamos mais doentes nos meses mais frios por um simples motivo: as pessoas se aglomeram mais e ficam em lugares fechados para se proteger. "Além disso, as baixas temperaturas e menor radiação ultravioleta contribuem para a maior sobrevivência dos vírus no ambiente e sua disseminação. Casos esporádicos de gripe ocorrerem durante todo o ano, mas passam sub-diagnosticados como viroses", complementa Luis Felipe Ensina.
    A rinite alérgica pode ser sazonal ou perene. A sazonal ocorre em países onde há marcada diferença entre as estações do ano (como acontece no Hemisfério Norte). "Na primavera, a alta concentração de pólen no ar funciona como alérgeno para o indivíduo alérgico, desencadeando a crise. Já a perene não é sazonal e se relaciona com a exposição ambiental a agentes desencadeantes, principalmente a exposição ao ácaro - principal alérgeno desencadeante da crise em países onde não há diferença entre as estações do ano", diz o especialista.
    O que acontece no inverno é que a gente guarda casacos e cobertores por muito tempo sem ventilação e em armários fechados. É comum então que fiquem repletos de poeiras, fungos e ácaros, favorecendo a maior ocorrência de rinite alérgica neste período do ano.

    Automedicação é um problema grave.

    Sem automedicação
    Embora seja tentador, tomar remédio por conta própria é um erro comum. "Qualquer medicação utilizada deve ser prescrita ou orientada pelo médico. Medicações utilizadas em doses inadequadas ou de maneira incorreta podem levar a efeitos adversos graves. Embora as medicações utilizadas no tratamento das rinites sejam extremamente seguras, o tratamento deve ser sempre supervisionado pelo médico especialista", alerta Luiz Felipe Ensina. E engana-se quem pensa que vitamina C ajuda a prevenir resfriados. "Um grande estudo de metanálise (análise de vários estudos através de critérios científicos e metodológicos rigorosos) realizado em 2007, envolvendo mais de dez mil indivíduos, mostrou que a vitamina C não tem benefício claro na prevenção ou tratamento dos resfriados, exceto em indivíduos expostos ao frio e a exercícios intensos por curtos períodos de tempo", diz o médico. Para tratar a rinite, são ministrados remédios que previnem o surgimento de crises, como estabilizadores da membrana. "Quando o tratamento feito com higiene ambiental e medicamentos falha, pode-se associar o uso de vacinas antialérgicas. Este tratamento é longo, mas diminui a sensibilidade do doente àquela substância a qual ele é alérgico", explica. Medicamentos e chás não ajudam. "Não existem evidências científicas suficientes que mostrem eficácia e segurança no uso desses recursos para rinites e resfriados. Muitos chás e remédios caseiros podem piorar o processo inflamatório que ocorre no nariz, agravando os quadros. Por isso, o ideal é sempre procurar um médico antes de tomar qualquer medicamento, seja ele natural ou industrializado", finaliza Luiz Felipe Ensina.

    Resfriado
    Como ainda não temos vacinas eficazes para todos os vírus, precisamos tomar cuidado para diminuir a transmissão:
    - Lave freqüentemente as mãos e ensinar para as crianças a sua importância;
    - Evite contatos íntimos com pessoas resfriadas;
    - Lave as mãos após o contato com pessoas resfriadas ou com objetos tocados por elas;
    - Não compartilhe o mesmo copo ou talheres com outras pessoas.

    Luis Felipe Ensina, professor de Alergia e Imunologia Clínica da Faculdade de Medicina de Santo Amaro e Diretor da regional de São Paulo da ASBAI - Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia - CRM 86758



    Crises que chegam com inverno
    A pouco mais de 1 mês do inverno, pais devem ficar atentos a sintomas comuns nessa época do ano: espirros, nariz entupido, coriza, dor de cabeça, coceira no nariz e no céu da boca podem indicar crise respiratória, alertam especialistas. Mas, por ter sintomas parecidos com a gripe e resfriado, a rinite costuma ser subdiagnosticada, o que causa prejuízos para quem sofre do problema. "Refriado e gripe são causados por vírus. O primeiro dura até uma semana, enquanto a gripe pode permanecer por 15 dias. Os sintomas são parecidos, mas a renite é um processo inflamatório da mucosa nasal decorrente de reação a alérgenos", explica Dra. Inês Camelo Nunes da Escola Paulista de Medicina da Unifesp. "Os alérgicos mais comuns são ácaros, pelos, urina e fezes de animais domésticos. Cheiro de perfumes, cigarro, produtos de limpeza, tintas e fumaças também irritam as vias aéreas e agravam a inflamação e os sintomas", comenta a alergista Iana Rodrigues.

    Dados SUS mostram que a rinite alérgica atingiu cerca de 30% dos pacientes com menos de 17 anos, em 2008.

    O adolescente João Guerra Cavalcanti, 12, conhece o problema. "No inverno a rinite piora. Preciso evitar poeira e mofo", diz. Em casa, os cuidados ficam com a doméstica Lásara Meireles. "A limpeza é diária, sem produtos químicos. Agora vou lavar as roupas de inverno porque o cheiro de mofo faz mal para ele", conta.

    Controle o Ambiente
    Não use tapetes. Acumulam poeira, que é onde estão os ácaros.
    Faça a limpeza com panos úmidos, pois vassouras e espanadores só espalham a poeira.
    Não use travesseiros de penas e cobertores de lã. Substitua por material sintético.
    Travesseiros e colchões devem ser protegidos por capas impermeáveis.
    Deixe o ambiente bem ventilado para evitar proliferação de fungos (mofo ou bolor).
    Evite odores fortes como perfumes, cigarros, produtos de limpeza, tintas e inseticidas.

    Inês Camelo Nunes, da Escola Paulista de Medicina da Unifesp - CRM 58829



    A importância do clima para o alérgico
    Por Fabiana Faria

    Temperatura, umidade, poluição. Quem é alérgico sabe o quanto as mudanças climáticas parecem aumentar os sintomas como tosse, espirro e até desencadear crises mais graves. Isso acontece porque o nariz tenta adaptar-se às diferentes características do ar e promover as alterações necessárias para que os pulmões recebam um ar quente, úmido e filtrado na medida certa para que não haja agressão aos brônquios. Quando o ar estiver nas condições ideais, a respiração será tranquila.

    "É importante ressaltar que as variações climáticas nunca são a única causa das alergias respiratórias" aponta a alergista Fátima Emerson, da equipe médica da Clinica de Alergia da Policlinica Geral do Rio de Janeiro, que é autora de vários livros sobre o assunto e coordenadora do Blog da Alergia (http://blogdalergia.blogspot.com/). "Ácaros da poeira, animais e mofo também são desencadeadores comuns de asma e rinite. A alergia respiratória é de origem genética e se acompanha de um processo inflamatório crônico das vias respiratórias que se tornam mais suscetíveis a fatores ambientais".

    Outra dúvida comum aos alérgicos ou a quem convive com eles é sobre o uso do ar condicionado. Seu uso não é prejudicial desde que a alergia do paciente esteja controlada e a manutenção do aparelho seja feita periodicamente e de maneira correta. Os golpes de ar frio também não são prejudiciais ao processo alérgico. Pelo contrário, ventilar os cômodos ajuda a diminuir os fungos do ambiente. Os agasalhos a serem usados, porém, devem ser bem lavados para não armazenarem fungos e ácaros.

    Fátima Emerson, da equipe médica da Clinica de Alergia da Policlinica Geral do Rio de Janeiro - CRM 52 30994-2



    A urticária e as alergias a insetos no verão
    Por Fabiana Faria
    A urticária não é uma doença de verão. Ao contrário do que se pensa, pode ocorrer o ano inteiro. Mas o calor e o suor podem aumentar o desconforto e a coceira causados pelas lesões na pele, dando a impressão que só acontece nas estações mais quentes. É uma alergia na pele que se caracteriza pelo aparecimento de lesões avermelhadas acompanhadas de muita coceira. Podem ser lesões pequenas semelhantes a brotoejas ou que se juntam formando placas maiores que ora surgem, ora somem e reaparecem em outro local do corpo.

    "A base do tratamento é a descoberta da causa. Os anti-histamínicos (antialérgicos) são medicamentos efetivos no controle dos sintomas. Hoje existem anti-histamínicos modernos que não causam sonolência ou aumento do apetite" esclarece a alergista Fátima Emerson, médica da Clinica de Alergia da Policlinica Geral do Rio de Janeiro, que é autora de vários livros sobre o assunto e coordenadora do Blog da Alergia (http://blogdalergia.blogspot.com/).

    As causas de urticária são variadas: alimentos, aditivos, cosméticos, medicamentos, infecções, outras doenças, dentre outras. A alergia não é contagiosa, mas recomenda-se que a pessoa procure um alergista para pesquisar suas causas, realizar testes e indicar o tratamento mais adequado.

    Já a alergia a insetos é realmente mais frequente no verão, principalmente nas crianças. Ela aparece sob forma de pequenas feridas em forma de caroço no local da picada do inseto, e depois se espalham pelo corpo. Em alguns casos, essas feridinhas podem piorar, surgindo pequenas bolhas

    Fátima Emerson, médica da Clinica de Alergia da Policlinica Geral do Rio de Janeiro - CRM 52 30994-2









    Dicas Claritin

    Tipos de Alergia

    Alergia em casa

    Desvendando os Mitos

    As alergias do inverno

    Alívio dos sintomas da alergia, não dá sono, dose única a cada 24 horas

    CLARITIN - é um medicamento. Seu uso pode trazer riscos. Procure o médico e o farmacêutico. Leia a bula.